JESUS TE CONVIDA A PASSAR UMA HORA ESPECIAL COM ELE

Para ter uma vigília de oração constante diante do Santíssimo, precisamos assegurar-nos que em cada hora haja adoradores.

Para tanto, é necessário que cada pessoa se comprometa a tomar uma determinada hora.

Desta forma, podemos organizar todas as horas da noite, de modo que sempre haja alguém com Jesus.

A sua fé na presença de Jesus lhe ajudará a crer com convicção.

Torne-se você também um adorador (a). Faça uma experiência diante de JESUS EUCARÍSTICO

“VINDE A MIM VÓS QUE ESTAIS CANSADOS E SOBRECARREGADOS, EU VOS ALIVIAREI” (Mt 11,28).

ALEGRAI-VOS, ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS.

VINDE TODOS E ADOREMOS AO SALVADOR, JESUS SE FAZ PRESENTE NA SAGRADA EUCARISTIA, NÃO PERCA A OPORTUNIDADE DE ESTAR JUNTO A ELE. SEJA VOCÊ TAMBÉM UM ADORADOR DE JESUS CRISTO.

“A EUCARISTIA É O REMÉDIO DA IMORTALIDADE, O ANTÍDOTO CONTRA A MORTE” (Santo Inácio de Antioquia).



“A EUCARISTIA CONSISTE DE DUAS REALIDADES, A TERRENA E A CELESTE. POIS O PÃO QUE É TIRADO DA TERRA, NÃO É MAIS PÃO COMUM, UMA VEZ QUE ELE RECEBEU A INVOCAÇÃO DE DEUS E NÃO SE CORROMPE. PORTANTO, TAMBÉM NOSSOS CORPOS, QUANDO RECEBEM A EUCARISTIA, NÃO SÃO MAIS PASSÍVEIS DE CORRUPÇÃO, MAS POSSUEM A ESPERANÇA DA RESSURREIÇÃO PARA A ETERNIDADE”. (Santo Irineu, sec.II).

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

SÃO SEBASTIÃO - 20 DE JANEIRO.


São Sebastião nasceu no século III em Narbona, região da Gália, sendo educado em Milão na Itália terra de seus pais. São Sebastião foi um dos muitos soldados romanos que por sua fé em Jesus Cristo foi martirizado. Desde cedo, foi muito generoso e dado ao serviço. Ao entrar para o serviço no império como soldado, São Sebastião logo se tornou capitão da guarda, pois era muito correto e dedicado em suas atribuições. Sua dedicação a sua carreira valeu elogios de seus companheiros e principalmente do Imperador.

Naquela época, o Império Romano era governado por Diocleciano um pagão inveterado, que perseguia duramente a Igreja e aos cristãos. O Imperador ignorava que seu soldado era um cristão de coração. Sempre que podia, São Sebastião visitava os cristãos encarcerados e ajudava aos mais fracos, doentes e necessitados. A atuação de São Sebastião consistia, em confortar aos cristãos perseguidos, e especialmente aos que padeciam no martírio. Ficou conhecido depois como o DEFENSOR DA IGREJA.
Podia se dizer que era um soldado dos dois exércitos: o de Cristo e o de Roma.

Dotado de singular dom da palavra, São Sebastião inflamava aos que o ouviam, chegando a converter inúmeras pessoas. Até mesmo pessoas em altos postos do sistema carcerário romano se converteram à fé em Jesus por meio do seu testemunho. Destes novos convertidos, vários sofreram o martírio.

Em virtude de sua autêntica vida de fé, São Sebastião foi denunciado ao imperador Diocleciano que ficou indignado e irado, pois o homem em que pusera sua confiança era um cristão e um cristão atuante. O Imperador sentiu-se traído e rapidamente o chamou e exigiu que renunciasse ao cristianismo.

Ante tal situação, São Sebastião defensor da verdade no amor apaixonado a Deus comunicou ao imperador, que não queria renunciar as suas crenças cristãs. O imperador com o coração fechado, ordenou a sua morte. Mandou prendê-lo num tronco e muitas flechadas sobre ele foram lançadas até o ponto de pensar que estava morto.

Irene, uma mulher cristã, junto com um grupo de amigos, foi ao local onde estava São Sebastião, e com assombro, comprovaram que o mesmo ainda estava vivo. Ela o levou para sua casa e cuidou de suas feridas. Ao recobrar sua saúde depois de um tempo, apresentou-se novamente para o Imperador.

Diocleciano ficou surpreso ao vê-lo, pois o acreditava morto. O santo explicou-lhe que Jesus Cristo lhe havia devolvido a vida, para que protestasse diante de todo o povo contra aquela injustiça extrema. Mostrava ele que os cristãos, acusados de serem inimigos do Estado, eram na realidade os que rezavam continuamente pelo bem do Império.

O Imperador, em cólera, ordenou imediatamente que o conduzisse ao palácio, para que ali o espancassem até morrer.
Temendo que os cristãos o venerassem como mártir, mandou lançar o corpo no esgoto de Roma.

Mais tarde, São Sebastião apareceu a uma cristã chamada Lucina, e disse a ela o local onde se encontrava o seu corpo, solicitando a ela que o enterrasse nas catacumbas dos apóstolos.

Na mesma noite ela e seus servos fizeram o que São Sebastião ordenou.
Alguns autores dizem que Lucina o enterrou no jardim de sua casa que ficava situado na Via Apia onde está hoje sua Basílica.

sábado, 9 de janeiro de 2010

BATISMO DE JESUS CRISTO - 10 DE JANEIRO.

João Batista batizava recomendando por parte dos homens, o arrependimento, o melhoramento na conduta e a prática da sincera virtude. E proclamava: “Depois de mim, vem aquele que é mais forte do que eu, de quem não sou digno de, baixando-me, desatar a correia das sandálias. Eu vos batizei com água. Ele porém, vos batizará com o Espírito Santo.”(Mc 1, 7-8)

Jesus, porém, pede o batismo a João Batista, em humilde solidariedade com os pecadores, que somos todos nós.
O Batismo de João não era um Sacramento. Jesus ao santificar as águas do rio Jordão com sua presença e a voz do Pai se faz ouvir: “Este é o meu Filho amado, em quem pus minhas complacências”(Mt 3, 17), e que o Espírito Santo aparece sob a forma de uma pomba, é que fica instituído o Batismo. (Presença da Santíssima Trindade).


Essa instituição será confirmada pelo próprio Cristo quando Ele diz a Nicodemos: “Quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino dos céus”, (Jo 3,5). E ordenou aos seus Apóstolos: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Mc 16, 15-16).

Jesus se submeteu ao batismo de João para reconhecer o precursor e por obediência a vontade do Pai. A partir deste momento, Jesus inicia sua vida pública, na qual a conhecemos através dos Evangelhos sinóticos.
O céu se abre no momento do Batismo de Jesus e a todos nós, que significa o começo de um novo tempo.


Ao sermos batizados, recebemos a graça santificante, que é a amizade e a presença de Deus no nosso coração, preenchendo o vazio espiritual do pecado original. Junto com a graça santificante, recebemos o dom da Fé, da Esperança e da Caridade, assim como todas as demais virtudes, que devemos procurar proteger no nosso coração.

O batismo é a marca do cristão, fazendo de nós filhos de Deus, membros da Santa Igreja Católica e herdeiros do Paraíso, e nos torna capazes de receber os outros Sacramentos.
Por isso tudo, vemos que o Batismo é absolutamente necessário para a salvação. Só entra no Céu quem for batizado.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

EPIFANIA DO SENHOR - 6 DE JANEIRO.

“CRISTO É O SALVADOR DE TODOS OS POVOS”


Celebramos nesta data a manifestação de Jesus, Senhor e Salvador, a todos os povos e nações. A igreja convida-nos a celebrar a presença de Jesus em nossa vida. A festa da Epifania, na qual Cristo se manifesta para os Reis Magos, é sinal que a esperança deve estar sempre presente em todas as pessoas de boa vontade.

Com o nascimento de Jesus, Deus manifesta o seu Plano de Amor e Salvação de seus filhos.

“Onde está o Rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo” (Mt 2, 2-3). Pela narrativa do Evangelho, percebemos que os Magos vêm de longe, guiados por uma estrela.


Antigamente eram chamados magos os sábios, os conhecedores de medicina, astrologia e outras ciências. Os magos representam os povos de todas as nações, raças e línguas, que se deixam guiar pela mensagem de paz e amor de Jesus.

Os magos ofertaram a Jesus presentes muito significativos; ouro, incenso e mirra. Com o ouro reconheciam a realeza do Menino, quer dizer que Jesus é Rei.

Com o incenso reconheciam a divindade de Jesus. Jesus não é somente Rei, mas também Divino.

A mirra representa o lado humano e o sofrimento do Messias. Significa que o Menino Deus e homem será levado ao martírio e à morte.

Façamos como os magos, A manifestação da Luz de Cristo se faz presente todos os dias, restam a nós querer enxergá-la. A Paz está ao nosso alcance, vai encontrá-la quem realmente mudar de caminho e seguir a Verdadeira Luz.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

SOLENIDADE DA SANTA MÃE DE DEUS, MARIA SANTÍSSIMA - 1º DE JANEIRO DE 2011 - FELIZ E ABENÇOADO ANO NOVO.



“MARIA NOS TRAZ O CRISTO, NOSSA PAZ”

É início de ano! É tempo de renovar as esperanças! Celebramos a festa de Maria Santíssima, aclamada como Mãe de Deus ( Theotokos). Reconhecemos não só o mistério da maternidade divina de Maria, mas principalmente, sua participação no mistério da vinda do Salvador – Jesus cristo, o príncipe da Paz.
Iniciando um novo ano civil, recordemos todo o esforço realizado para que a Paz reine no mundo.

O dogma da Maternidade Divina se refere a que a Virgem Maria é verdadeira Mãe de Deus e foi solenemente definido pelo Concílio de Éfeso em 431.

Esta verdade está firmada nos evangelhos: A anunciação é testemunha irrefutável, conforme lemos em Lucas: “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem? Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus”. (Lc 1 26-36)

Na visita de Maria a sua prima Isabel, São Lucas nos escreve: “Ora, quando Isabel ouviu a saudação a criança lhe estremeceu no ventre e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto de teu ventre! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite?” (Lc 1 42,43) Vemos aí Isabel, pelo Espírito Santo, chamando Maria de mãe de Deus.

O Concílio Vaticano II faz referência a esse dogma da seguinte maneira: “Desde os tempos mais remotos, a Bem-Aventurada Virgem é honrada com o título de Mãe de Deus, a cujo amparo os fiéis acodem com suas súplicas em todos os seus perigos e necessidades”. (Constituição Dogmática Lumen Gentium, nº 66).

É bom lembrar que todo aquele que não aceita a maternidade divina de Maria, acaba incorrendo inevitavelmente num erro. Ela é Mãe da natureza humana do Senhor, a qual subsiste na pessoa divina do Verbo Encarnado. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus” (Jo 1,1). O Filho da Virgem Maria e o Filho de Deus não são dois filhos, mas sim um único e só Filho.

O sangue que derramou no calvário para a redenção do homem era também o sangue da Virgem Maria. Foi no seio de Maria que o Verbo, tomou forma humana. No mistério da salvação do homem, o Senhor Jesus e a Virgem Maria estão intimamente ligados.

Maria é verdadeiramente a mãe de Deus encarnado em Jesus Cristo. A definição como Mater Dei (em latim) ou Theotokos (em grego) foi afirmado por diversos Padres da igreja nos três primeiros séculos, como Inácio (107), Orígenes (254), Atanásio (330) e João Crisóstomo (400). O terceiro Concílio Ecumênico, realizado em Éfeso decretou esta doutrina dogmaticamente em 431.

SANTA CATARINA LABOURÉ - 31 DE DEZEMBRO.

Santa Catarina Labouré nasceu na França, no dia 2 de maio de 1806 numa família de agricultores. No dia 21 de abril entrou na ordem religiosa das “Filhas da Caridade” e fez o noviciado na Casa Madre em Paris,“Rue du Bac”. Foi lá que em 1830, Nossa Senhora das Graças apareceu a Santa Catarina e lhe disse: “Faça cunhar uma medalha por este modelo; todas as pessoas que a trouxerem receberão grandes graças, sobretudo se a trouxerem no pescoço”. Durante toda a sua permanência na “Rue du Bac”, Santa Catarina viu Jesus na Hóstia consagrada, na Comunhão e na Exposição do Santíssimo Sacramento.

A própria Santa Catarina nos narra o momento em que Nossa Senhora se manifesta a ela:
“No dia 27 de novembro de 1830, que era o sábado anterior ao primeiro domingo do Advento, às cinco e meia da tarde, em Paris França, estava eu fazendo a meditação em profundo silêncio quando me pareceu ouvir do lado direito da capela um rumor, como o roçar de uma roupa de seda. Ao dirigir o olhar para aquele lado, vi a Santíssima Virgem na altura do quadro de São José”.
"A sua estatura era mediana, e tal era a sua beleza que me é impossível descrevê-la. Estava em pé, a sua roupa era de seda e de cor branca-aurora, bem fechada e com as mangas simples. Da cabeça descia um véu branco até os pés. O rosto estava suficientemente descoberto, os pés se apoiavam sobre um globo, ou melhor, sobre metade de um globo, ou pelo menos eu vi somente a metade. Suas mãos, erguidas à altura da cintura, seguravam de modo natural outro globo menor, que representava o universo. Ela tinha os olhos voltados para o céu, e o seu rosto se tornou resplandecente enquanto apresentava o globo a Nosso Senhor. De repente, seus dedos se cobriram de anéis, ornados de pedras preciosas, uma mais bela do que a outra, algumas maiores, outras menores, e que emitiam raios luminosos".

"Naquele momento eu era e não era... Estava exultante. E então começou a se formar ao redor da Santíssima Virgem um quadro um tanto oval, sobre o qual, no alto, numa espécie de semicírculo, da mão direita para a esquerda de Maria se liam estas palavras, escritas com letras de ouro: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.
"Então ouvi uma voz que me disse: “Mande cunhar uma medalha conforme este modelo; todas as pessoas que a carregarem, receberão grandes graças; leve-a principalmente no pescoço. As graças serão abundantes para as pessoas que a carregarem com confiança”.

"No mesmo instante pareceu-me que o quadro virou e eu vi o reverso da medalha. Havia o monogramo de Maria, isto é, a letra “M” com uma cruz em cima e, como base dessa cruz, uma linha grossa, ou seja, a letra “I”, monograma de Jesus. Sob os dois monogramas haviam os Sagrados Corações de Jesus e de Maria, o primeiro rodeado por uma coroa de espinhos e o segundo traspassado por uma espada”.
Em 1832, dois anos após as aparições, o pedido de Maria foi atendido e a Medalha foi cunhada. Uma das primeiras pessoas a recebê-la foi a Irmã Catarina, a qual, logo que a teve entre as mãos, a beijou várias vezes com afeto e disse: “Agora é preciso difundi-la”.
(Fonte escrito de Maximiliano Kolbe artigo 1011)


Santa Catarina faleceu em 31 de dezembro de 1876. Seu corpo foi exumado em 1933, sendo encontrado incorrupto, e hoje é exposto à veneração na capela de sua Ordem, a mesma onde aconteceram as visões, na Rue du Bac, 140, em Paris. Foi canonizada em 27 de julho de 1947 pelo Papa Pio XII.

domingo, 27 de dezembro de 2009

SÃO JOÃO APÓSTOLO - 27 DE DEZEMBRO.

Sabemos pelos Evangelhos que São João era filho de Zebedeu e Salomé. (Mt 27,56; Mc 15,40). Junto com seu irmão Tiago, que era pescador, auxiliava seu pai na pesca no mar da Galiléia.
Nasceu provavelmente em Betsaida, tal como outros dois irmãos, Simão e André, também pescadores. Eram discípulos de São João Batista, o Precursor. Deste haviam recebido o batismo, zelosos que eram preparando-se para a vinda do Messias prometido.

Certa vez, estava João Batista com dois de seus discípulos, quando passou Jesus a alguma distância. O Batista exclama: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo". André, o irmão de Simão Pedro era um dos dois que ouviram as palavras de João Batista e seguiram Jesus. Identificou-se como sendo o segundo discípulo o apóstolo João, pois a expressão “Eis o cordeiro de Deus” ficou tão gravada no coração do jovem João, que ele mesmo se referiria mais tarde a Cristo como “O Cordeiro” (Jo, 1, 35 a 40).

Algumas semanas depois estavam Simão e André lançando as redes às águas, quando passou Jesus e lhes disse: "Vinde em meu seguimento e eu vos farei pescadores de homens". Mais adiante estavam Tiago e João numa barca, consertando as redes. "E chamou-os logo. E eles deixaram na barca seu pai Zebedeu, com os empregados, e o seguiram" (Mc 1, 16 a 20).

Desde logo, Pedro, Tiago e João Tornaram-se os "escolhidos dentre os escolhidos". E, como tais, participaram de alguns dos mais notáveis episódios na vida do Salvador, como a ressurreição da filha de Jairo, a Transfiguração no Tabor e a agonia no Horto das Oliveiras.

São João foi também um dos quatro que estavam presentes quando Jesus revelou os sinais da ruína de Jerusalém e do fim do mundo. Mais tarde, com São Pedro, a quem o unia respeitosa e profunda amizade, foi encarregado de preparar a Última Ceia (Lc 22,8).

Uma das maiores provas de afeição de Nosso Senhor a São João deu-se na Última Ceia. Quis o Divino Mestre ter à sua direita o Apóstolo, permitindo-lhe a familiaridade de recostar-se em seu coração.

São João teve porém um momento de temor, foi quando os inimigos prenderam Jesus, “Então todos o abandonaram e fugiram” (Mc 14,50). Era o momento em que Nosso Senhor mais precisava de apoio!

“Simão Pedro e mais outro discípulo seguiram Jesus até o pátio da casa do sumo sacerdote” (Jo 18,15). Com o coração angustiado João aguarda lá a sentença que a de cair sobre seu amado Mestre. A ele coube o dever amargo de comunicar a Maria Santíssima o que se passava com seu Filho. Acompanhou-a então no caminho do Calvário e com Ela permaneceu ao pé da cruz. Era o sinal evidente de seu arrependimento.

Foi então que, recebendo-a como Mãe, obteve o maior legado que criatura humana jamais podia receber. Quando Jesus viu a sua mãe e, perto dela, o discípulo que amava, disse a sua mãe: “Mulher eis ai o teu filho!”. Depois disse ao discípulo: “Eis ai a tua mãe!” (Jo 19 26,27). João apóstolo representava naquele momento todos os fiéis. E que, por meio dele, Maria nos foi dada por Mãe, e nós a Ela como filhos. Mas João foi o primeiro em tal adoção. Foi ele também o único dos apóstolos a presenciar e a sofrer o drama do Gólgota.

Quando, no Domingo da Ressurreição, Maria Madalena veio dizer aos apóstolos que o túmulo estava vazio, foi ele o primeiro a correr, seguido de Pedro, para o local. E depois, estando no Mar de Tiberíades, aparecendo Nosso Senhor na margem, foi o primeiro a reconhecê-Lo.

São Paulo, em uma de suas viagens a Jerusalém, narra em sua Epístola aos Gálatas (2, 9) que lá encontrou "Tiago, Cleofas e João, que são considerados as colunas, e que eles, reconhecendo a graça que me foi dada para pregar o Evangelho aos gentios, deram as mãos a mim e a Barnabé em sinal de comunhão".

Depois disso os Evangelhos se calam a respeito de São João. Mas resta a Tradição. Segundo esta, ele permaneceu com Maria Santíssima durante o que restou de sua vida mortal, dedicando-se também à pregação.

O Imperador Domiciano o fez prender e levar a Roma, sendo flagelado e colocado num caldeirão de azeite fervendo. Mas o apóstolo saiu dele ileso sem sofrer dano algum. Domiciano, espantado com o grande milagre, não ousou atentar uma segunda vez contra ele, mas o exilou na ilha de Patmos, que era pouco mais do que um rochedo. Foi ali, segundo a tradição, que São João escreveu o mais profético dos livros das Sagradas Escrituras, o Apocalipse.

Após a morte de Domiciano, o Apóstolo voltou a Éfeso. É lá que, segundo vários Padres e Doutores da Igreja, para combater as doutrinas nascentes que negavam a natureza divina de Cristo, escreveu ele seu Evangelho. Ordenou antes a todos os fiéis um jejum que ele mesmo observou rigorosamente, para em seguida ditar a seu discípulo Prócoro, no alto de uma montanha, o monumento que é seu Evangelho. Transportado em Deus, com um vôo de águia, ele o começa de uma altura sublime: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava em Deus, e o Verbo era Deus".

Segundo uma tradição, o discípulo que Jesus amava teria morrido em Éfeso, provavelmente em 27 de dezembro do ano 101 ou 102.

FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA - 27 DE DEZEMBRO.

"NOSSA FAMÍLIA É A CASA DE DEUS!"


Ao celebrarmos a festa da sagrada família de Nazaré, ofertamos nossa própria família a Deus para que, a exemplo da casa que acolheu Jesus, nós e nossa casa também o acolhamos!

O Messias quis começar a sua tarefa redentora no seio de uma família simples, normal. O lar onde nasceu foi a primeira realidade humana que Jesus santificou com a sua presença.

Ao participar da Família de Nazaré e nela aprender os valores humanos e religiosos de seu tempo, Jesus valoriza o papel da família. O espaço familiar, iluminado pela fé, torna-se ambiente propício para se viver os valores cristãos.
Compreensão, união, perdão e comunhão.
A vida da Sagrada Família não foi nada fácil, Jesus nasceu em um presépio e foi reclinado em uma manjedoura, porque não havia outro lugar para eles na sala. (Lc 2,7).

Neste lar José era o chefe de família, a ele cabia a tarefa de sustentar Jesus e Maria com o seu trabalho. Foi ele quem recebeu a mensagem do nome que devia dar ao Menino, e as indicações para proteger o Filho; a fuga para o Egito e o retorno a pátria. Dele aprendeu Jesus o seu ofício, o meio de ganhar a vida.
De Maria Jesus aprendeu a falar ditos populares cheios de sabedoria, que mais tarde utilizaria na sua pregação.
Efetivamente foi na humilde morada de Nazaré que começaram a se desenrolar, entre os membros da Sagrada Família, as primeiras páginas do Novo Testamento.

O testemunho do Cristo e de seus pais demonstra, também, o imenso resplendor que pode atingir uma vida familiar comum, vivenciada em Deus, na simplicidade e num grande amor compartilhado.

Inspirados pelo exemplo da Sagrada Família busquemos viver os valores cristãos em nossos lares

sábado, 26 de dezembro de 2009

SANTO ESTÊVÃO - PRIMEIRO MARTIR DA IGREJA - 26 DE DEZEMBRO.



Passado um dia após a celebração do nascimento do Senhor, e já a liturgia nos propõe a festa do primeiro que deu a vida por esse Menino que acaba de nascer.

Eis aquele que testemunhou o Cristo, sendo o primeiro dos mártires: Santo Estêvão! Tinha por arma a caridade. Por amor a Deus não recusou a hostilidade que sofreu, e pediu perdão ao Senhor por aqueles que o apedrejavam.

Estêvão era judeu da diáspora e morava em Jerusalém. Fazia parte dos sete diáconos que haviam sido encarregados pelos Apóstolos de assistirem os necessitados da comunidade. Estêvão, que além de exercer as funções de administrador dos bens comuns, não renunciava ao anúncio da Boa Nova.

O martírio de Santo Estêvão está descrito com fidelidade histórica no livro dos Atos dos Apóstolos, que é a primeira história da Igreja.

Naqueles dias, Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. Mas alguns membros da chamada Sinagoga dos Libertos, junto com sirinenses e alexandrinos, e alguns da Cilícia e da Ásia, começaram a discutir com Estêvão. Porém, não conseguiram resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava.

Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão. Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus. E disse: “Estou vendo o céu aberto, e o filho do Homem, em pé, à direita de Deus”. Mas eles, dando grandes gritos e, tapando os ouvidos, avançaram todos juntos contra Estêvão; arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem, chamado Saulo. Enquanto o apedrejavam, Estêvão clamou dizendo: “Senhor Jesus, acolhe o meu espírito”. (At 6,8-10; 7,54-59).

Na história do catolicismo muitos foram os que pereceram, e ainda perecem, pagando com a própria vida a escolha de abraçar a fé cristã. Essa perseguição mortal, que durou séculos, teve início logo após a Ressurreição de Jesus.

Nem sempre as perseguições têm as mesmas características. Durante os primeiros séculos, pretendeu-se destruir a fé dos cristãos por meio da violência física. Em nossos dias, levanta-se todo o tipo de obstáculos para que se possa educar cristãmente nossos filhos.

Frequentemente observarmos que, em sociedades que se chamam livres, o cristão tenha que viver num ambiente claramente adverso. Pode-se dar então uma perseguição disfarçada, com o recurso da ironia, que tenta ridicularizar os valores cristãos.

“Em outros tempos, incitavam-se os cristãos a renegar Cristo; agora, ensina-se os mesmos a negar Cristo”. (Santo Agostinho).
É como se o Santo estivesse retratando os dias de hoje, antes, usava-se a violência, agora, utiliza-se a mansidão insinuante e envolvente, e dificilmente se deixa descobrir. Hoje se ensina a negar Cristo e, enganando-os, não querem que pareça que os afastam de Cristo.

A festa de Santo Estêvão, primeiro mártir da Igreja, foi sempre celebrada imediatamente após a festividade do Natal. Convinha que a festa da natividade de Cristo fosse seguida pela festa natalícia de Santo Estêvão, que foi o primeiro a sofrer o martírio por Cristo, portanto o primeiro a nascer no céu: “Ontem Cristo nasceu na terra, para que hoje Estêvão nascesse no céu”.

Se o mundo vos odeia, sabei que antes do que a vós me odiou a mim... Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que o seu senhor. Se me perseguiram a mim, também vos perseguirão a vós”. (Jo 15,18-19).

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

“E O VERBO SE FEZ CARNE E HABITOU ENTRE NÓS”; (Jo 1,14) - NATIVIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.


“Alegrai-vos sempre no Senhor! Repito, alegrai-vos!” (Fl 4,4). Este é o convite a ressoar no coração de quem acredita no sentido cristão do Natal. O fundamento desta alegria, não consiste apenas na situação em que estamos vivendo no momento, mas, sobretudo pelo fato de comemorarmos a chegada de Deus no meio de nós.

O Natal de Jesus significa ir ao Seu encontro, reconhecer que a sua vinda é o presente mais precioso para as nossas vidas. Ao chegar, Jesus quer encontrar nossos corações íntegros e santos.

O verdadeiro sentido do Natal somente terá o seu valor, se estamos vivendo uma autêntica vida cristã. A graça salvadora de Deus nos ensina a vivermos neste mundo com ponderação, justiça e piedade, e a renunciar a tudo que nos leva a ser contrario aos princípios cristãos.

Esperemos com alegria a vinda gloriosa do Senhor Jesus. Intensifiquemos nosso relacionamento intimo com Ele, tornando nossa relação com o próximo fraterna, pois a fraternidade e a ternura são sinais da presença de Deus.

Temos que nos perguntar constantemente, o que significa Jesus Cristo para nós? Existe espaço para Cristo nascer em nossos corações? Pois percebemos que a presença de Cristo perturba e atrapalha o “bem estar” egoísta e individualista de um grande número de pessoas fechadas em si mesmas, que acham que ao segui-lo estarão impedidas de viverem a sua liberdade. Puro engano, pois na maioria dos casos, as pessoas acabam tornam-se escravas das paixões mundanas.

As festividades do Natal, no entanto, não perderam seu sentimento puro e ainda possuem a força que transborda os corações dos homens. O Natal do Senhor é a festa da fraternidade entre os homens. São incontáveis as manifestações de solidariedade, sinais do grande dom que Deus fez pela humanidade com a encarnação do Verbo, reflexos daquela noite santa em que o próprio Deus se fez para nós um presente. “Nasceu hoje para nós um salvador que é o Cristo Senhor” (Lc 2,11).

O verdadeiro cristão é precursor de Cristo é transparência viva de quem quer ver Jesus. Acolhamos o nosso salvador, encarnando-o em nosso jeito de ser e de amar.

AS ORIGENS DA FESTA DO NATAL.

Os evangelhos nos dizem muito pouco sobre o nascimento de Cristo. Sabemos apenas que Ele nasceu “na cidade de Belém, na Judéia, no tempo do rei Herodes” (Mt 2,1). A sagrada escritura não diz nada sobre a data deste grande acontecimento.

E porque se celebra o nascimento de Cristo dia 25 de dezembro? Porque nesta data no hemisfério norte, onde o inverno é rigoroso, se celebrava a grande festa pagã do Sol Invicto. As noites passavam a serem mais longas e a força do Sol mais fraca. A sensação de fim de luz do sol era inevitável. No dia 21 de dezembro ocorre o solstício de inverno, ou seja, o dia mais curto do ano, e o dia 25 de dezembro era o primeiro dia em que era possível perceber que os dias estavam se tornando mais longos e força da luz do sol retornando.

A festa do nascimento do sol todos os anos, no dia 25 de dezembro, celebrava a vitória da luz sobre as trevas.

Os cristãos, naquela época cada vez mais numerosos, na tentativa de conquistar o coração dos homens do Império Romano, requisitaram o dia 25 de dezembro para a celebração do nascimento da Luz Invencível, festejando-o como o dia em que Jesus Cristo Nasceu, a verdadeira Luz que ilumina todos os povos.

A igreja substituiu a festa onde se venerava ao deus sol, pela adoração a Jesus Cristo, Luz do mundo. “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida”. (Jo 8,12).

Por volta do ano 336dc, a festa do Natal já era celebrada em Roma no dia 25 de dezembro.
A data de 25 de dezembro como vemos, não é uma data histórica. É, porém, a data na qual comemoramos um fato histórico: o nascimento do nosso Salvador. Para a nossa fé não é fundamental saber exatamente quando Jesus veio ao mundo, mas sim saber que Ele veio.


A ORIGEM DO PRESÉPIO.

São Francisco de Assis, encantado com a humanidade do Filho de Deus, passava horas contemplando o crucifixo na solidão das grutas de La Verna (Itália). Tinha uma profunda devoção pelo Natal do Senhor, mais que qualquer outra festividade do ano. (cf Fontes Franciscanas FF 1669).

Francisco queria que no Natal os cristãos exultassem no Senhor e, por amor dele, fossem alegremente generosos, não apenas com os necessitados, mas também com os animais e pássaros. Neste dia, Deus feito criança amamentou no seio humano. Queria que no Natal todos fossem saciados.

Duas semanas antes do Natal, Francisco procurou por Giovanni, um amigo que residia em Greccio, e pediu-lhe que o ajudasse nos preparativos para a festa do Natal. Francisco queria representar o nascimento de Cristo, e presenciar com os próprios olhos, as dificuldades encontradas pela sagrada família naquela noite em Belém.

Na noite de 24 de dezembro de 1223, Francisco organizou todas as coisas que seu amigo lhe preparara e adornou uma gruta com todo o carinho. Aos poucos, uma procissão se formou e entre luzes e cânticos, dirigiram-se até a gruta que aos poucos se tornou o presépio de Greccio, uma nova Belém.

Foi o primeiro presépio vivo organizado na história do cristianismo.