
Neste ano de 2010, teremos a terceira Campanha da Fraternidade Ecumênica que terá como tema “Economia e vida”, e com o lema: “Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro”. A Campanha acontece no Tempo da quaresma e visa colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida.
Jesus nos afirma: “Nenhum servo pode servir a dois senhores: ou há de odiar a um a amar o outro, ou há aderir a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”(Lc 16,13).
Num primeiro momento, ficamos confusos a proposta de fazer uma escolha entre Deus e o dinheiro. Se por um lado precisamos impreterivelmente de Deus, por outro lado, também precisamos do dinheiro e dos bens materiais para viver. Como compreender essa exigência de Jesus?
No contesto de Jesus se percebe que o termo “servir”, devem ser entendido no sentido de escravo. Portanto, podemos então entender assim a proposta de Jesus, ninguém pode ser servo de Deus e escravo do dinheiro. Pois agradará a um e precisará desagradar ao outro.
Para muitos, os bens materiais e a posição social são mais importantes que o cônjuge, filhos, família, saúde, etc. São verdadeiros escravos. O dinheiro é o seu absoluto, é neste sentido que Jesus utiliza o verbo servir: como sinônimo de escravo.
No Antigo testamento, a fartura de bens materiais era um sinal da bênção de Deus e a falta deles como falta dessas bênçãos. No livro de Jó percebe-se claramente este pensamento.
É muito forte a tendência da humanidade de querer possuir sempre mais e em muitos casos, são utilizados até meios ilícitos para alcançar seus objetivos.
Jesus nos dá orientações seguras para lidar com estas tendências, para que não nos afastemos de Deus e não sermos escravos do dinheiro.
A vontade do Pai celeste é que todas as famílias e todas as pessoas possuam bens materiais suficientes para viverem dignamente; que tenham conforto, trabalho, assistência médica, que tenham possibilidade de formação cultural e profissional.
Deus deu ao ser humano a capacidade de produzir, de criar e de evoluir, a fim de que todas as pessoas possam viver com qualidade de vida. Se isto não ocorre, não é por culpa de Deus. O problema é ser humano, egoísta, escravo do dinheiro, que só pensa em si.
Possuir bens materiais que favoreçam a família e seus membros a viverem com boa qualidade de vida é uma benção divina. Deus quer essa benção para todos. Se um pai de família procura adquirir dignamente com seu trabalho, os bens necessários para o bem estar de sua família, é legítimo e louvável, e é abençoado por Deus.
Uma família possuidora de bens materiais em abundância é que é livre da escravidão do dinheiro, pode usar de uma parcela de seus bens, para socorrer as famílias que passam por dificuldades. Poderia fazê-lo, não apenas em alguns momentos, mas constantemente. Deus multiplica os bens que são ofertados com generosidade e caridade aos mais necessitados.
Felizes aqueles que possuem um coração desapegado e utiliza da abundância de seus bens materiais para ajudar ao próximo.
Somos convidados a colaborar para que a economia seja voltada para o bem comum e não para o lucro desenfreado e o enriquecimento de alguns. Assim, a Campanha da Fraternidade continuará sendo um importante meio de evangelização e de propagação da palavra de Deus.









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