JESUS TE CONVIDA A PASSAR UMA HORA ESPECIAL COM ELE

Para ter uma vigília de oração constante diante do Santíssimo, precisamos assegurar-nos que em cada hora haja adoradores.

Para tanto, é necessário que cada pessoa se comprometa a tomar uma determinada hora.

Desta forma, podemos organizar todas as horas da noite, de modo que sempre haja alguém com Jesus.

A sua fé na presença de Jesus lhe ajudará a crer com convicção.

Torne-se você também um adorador (a). Faça uma experiência diante de JESUS EUCARÍSTICO

“VINDE A MIM VÓS QUE ESTAIS CANSADOS E SOBRECARREGADOS, EU VOS ALIVIAREI” (Mt 11,28).

ALEGRAI-VOS, ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS.

VINDE TODOS E ADOREMOS AO SALVADOR, JESUS SE FAZ PRESENTE NA SAGRADA EUCARISTIA, NÃO PERCA A OPORTUNIDADE DE ESTAR JUNTO A ELE. SEJA VOCÊ TAMBÉM UM ADORADOR DE JESUS CRISTO.

“A EUCARISTIA É O REMÉDIO DA IMORTALIDADE, O ANTÍDOTO CONTRA A MORTE” (Santo Inácio de Antioquia).



“A EUCARISTIA CONSISTE DE DUAS REALIDADES, A TERRENA E A CELESTE. POIS O PÃO QUE É TIRADO DA TERRA, NÃO É MAIS PÃO COMUM, UMA VEZ QUE ELE RECEBEU A INVOCAÇÃO DE DEUS E NÃO SE CORROMPE. PORTANTO, TAMBÉM NOSSOS CORPOS, QUANDO RECEBEM A EUCARISTIA, NÃO SÃO MAIS PASSÍVEIS DE CORRUPÇÃO, MAS POSSUEM A ESPERANÇA DA RESSURREIÇÃO PARA A ETERNIDADE”. (Santo Irineu, sec.II).

sábado, 8 de maio de 2010

IMAGEM BÍBLICA DE MARIA

INFORMAÇÃO HISTÓRICA

Devemos reconhecer que a imagem bíblica de Maria, carece de referências fundamentais sobre sua pessoa. Não temos dados sobre sua infância, seu meio familiar, sua formação humana e religiosa. Não dispomos de detalhes acerca de sua pessoa física e suas características de temperamento. Desconhecemos inclusive como foi que transcorreram os longos anos de sua vida. Os evangelhos não nos oferecem uma biografia de Maria, e obviamente esta não era a finalidade dos mesmos.

Essa falta de informações choca com a mentalidade moderna e atual, exigente na exatidão e abundancia de cronologias e desejosa de descrições precisas de uma figura histórica em seus traços pessoais e ambientais.

Qualidade e quantidade na História bíblica

No pensamento bíblico, em primeiro lugar, o critério quantitativo de nenhum modo constitui índice da importância de uma verdade. Não é somando a quantidade de citações bíblicas referentes a uma pessoa ou a uma verdade que se chega a determinar sua importância teológica.

Se a quantidade fosse o fator decisivo, deveríamos afirmar, por exemplo, que as discussões de Jesus com os fariseus ou as dificuldades apostólicas de Paulo revestem-se de maior significado que a Eucaristia. E isto, certamente não é assim!

Em segundo lugar, é que os relatos bíblicos são testemunhos surgidos da fé e que conduzem à mesma. São escritos inspirados por Deus para nossa salvação. Não estão interessados, portanto, nos relatos históricos como são as biografias modernas.

Presença de Maria

De uma leitura atenta das Sagradas Escrituras e dos dados bíblicos sobre Maria, podemos dizer que: Maria está presente nos momentos decisivos da história da salvação. Sua presença é discreta, porém densa. A escassa quantidade de testemunhos é sobrepujada pela qualidade dos mesmos.


MARIA NO NOVO TESTAMENTO

O Novo Testamento anuncia o cumprimento da promessa de salvação. Chegaram, pois os dias que estavam por vir. A Aliança de Deus com os homens torna-se permanente e inquebrantável. É a plenitude dos tempos e se realiza de modo concreto e inesperado: a encarnação do próprio filho de Deus. “Porque Deus tanto amou o mundo que deu seu Filho único, para que todo aquele que crê nele não pereça, mas que tenha a vida eterna”. Este acontecimento culminante inicia-se com a anunciação de Maria.

Cremos que os evangelhos falam o suficiente sobre Maria. Eles não pretendem dar todas as informações e satisfazer nossa curiosidade sobre Maria de Nazaré, mas nos revelam a chave para entender e acolher o segredo de sua pessoa.

AS CHAVES PARA ENCONTRAR MARIA NA BÍBLIA

O primeiro passo de um estudo e aprofundamento sobre Maria consiste em conhecer bem o que a Escritura diz sobre ela. Trata-se da base sólida que fundamenta o culto e o dogma.

Fazer uma leitura teológica do texto bíblico exige abandonar uma visão ingênua, ir além da concepção literal ou devocional. É uma tarefa interpretativa do próprio texto.

Deve-se levar em conta o tipo de gênero literário do relato que esta se lendo.
Cada citação sobre Maria, na Bíblia, necessita ser compreendida no contexto do livro onde esta situada.
Os textos do Novo Testamento sobre Maria foram escritos com os olhos centrados em Jesus e na comunidade dos seus seguidores.


MARIA NA BÍBLIA

Já se fala sobre Maria no Antigo testamento?
Grande parte dos estudiosos da Bíblia está de acordo neste ponto: não há nenhum texto nas escrituras judaicas, ou primeiro testamento, com a intenção explícita de fazer um anuncio antecipado sobre Maria. Na realidade, depois que Maria se tornou reconhecida na comunidade cristã, a partir do século III, aconteceu uma releitura dos textos bíblicos. Ampliou-se o sentido original. Assim, algumas imagens e alegorias, como “a descendência da mulher que esmaga a cabeça da serpente” (Gn 3,15), passaram a ser compreendidas em relação à mãe de Jesus.

Nos escritos de Paulo não há referência direta a Maria. Somente o texto de Gálatas 5,5 faz uma alusão à mãe de Deus “enviou seu filho, nascido de uma mulher”.

No evangelho de Marcos, o primeiro a ser escrito, Maria aparece no meio dos familiares de Jesus, sem qualquer destaque. O evangelista mostra com clareza que, para Jesus, importa sobretudo uma nova família, não mais formada por laços de parentesco. A verdadeira família de Jesus será, de agora em diante, a dos seus seguidores, ou seja, os discípulos e discípulas que fazem à vontade do Pai.

Já Mateus acrescenta um dado novo. Ele prepara o anúncio da vida pública de Jesus com os “relatos de infância”, que estão centrados na figura de José, o homem justo que sempre age de acordo com o apelo de Deus. Assim, José acolhe a Maria como sua esposa e não tem relações intimas com ela até o nascimento. Adota Jesus como seu filho, mesmo não sendo o pai biológico e protege a ambos dos perigos que surgem. Maria é apresentada como aquela que concebe pela ação do Espírito e está unida ao filho, como mostra a expressão “o menino e sua mãe”, repetida cinco vezez.


O evangelho que mais se refere à Maria é Lucas. A começar pela quantidade dos relatos nos quais ela aparece ou se diz algo sobre a mãe de Jesus: a anunciação, a visita a Isabel, o cântico do Magnificat, o nascimento de Jesus, a apresentação no templo, à profecia de Simeão, o desencontro no templo aos 11 anos, a vida em Nazaré, as palavras de Jesus sobre a família, o diálogo com a mulher na multidão, a presença de Maria na comunidade nascente, preparando a vinda do Espírito Santo. Através de todos estes relatos, Lucas nos apresenta Maria como a figura do perfeito discípulo de Jesus, que Deus, guarda-a no coração e dá frutos na perseverança.

Além disso, Maria trilha um caminho na fé. Totalmente entregue aos projetos de Deus, ela não entende tudo o que lhe acontece, e por isso mesmo precisa continuamente meditar o sentido dos acontecimentos. Passa por momentos belos e difíceis, alegres e sofridos. O fato de ter que aprender o “jeito novo” de ver o mundo que Jesus propõe causa-lhe conflitos, que lhe atravessam o coração como uma espada. Como mulher proveniente de Nazaré da Galiléia, Maria vive e anuncia a opção preferencial de Deus pelos pobres, tal como Jesus o vive a anuncia no sermão da planície.

Por fim, Maria é uma pessoa especialmente contemplada pelo Espírito Santo, que a cobre com sua sombra na concepção de Jesus e atua na comunidade dos discípulos em Pentecostes, como línguas de fogo. “Nuvem” e “fogo” são os símbolos da presença de Deus junto de seu povo peregrino, desde a libertação do Egito. Nuvem quer dizer proteção e fecundidade. Já o fogo alude à energia, amor e vitalidade. Este é o perfil de Maria em Lucas: perfeita discípula, peregrina na fé, sinal da opção de Deus pelos pobres, mulher contemplada pelo Espírito Santo.

João completa o perfil de Lucas acrescentando duas outras características. Ao apresentar Maria no início da missão de Jesus (bodas de Caná) e no momento derradeiro (junto à cruz), expressa que é uma pessoa significativa para Jesus e sua comunidade. Nos dois relatos, Jesus não a chama de “mãe” e sim de “mulher”, como o faz com outras mulheres importantes, como a Samaritana e Madalena. Em Caná, Maria é apresentada como a “pedagoga da fé”, que orienta os servidores para “fazer tudo o que Jesus disser”. Ajuda a reunir os discípulos em torno a Jesus. Possibilita a realização do primeiro sinal, que inicia o processo de acreditar em Jesus e compreender que ele é. Já na Cruz, Maria aparece junto com as mulheres e o discípulo amado, perseverante na fé, no momento em que cessam os sinais. Por vontade de Jesus, há uma adoção recíproca. Ela assume a missão de mãe da comunidade cristã, representada pelo “discípulo amado”, e a comunidade a acolhe como tal.

O texto do Apocalipse 12 não é originalmente mariano. A mulher, revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e as doze estrelas significa, em primeiro lugar, a comunidade-igreja, que já experimenta neste mundo os frutos da glorificação de Jesus. De outro lado, também sofre os ataques das forças do mal na história, é frágil, vive no deserto (lugar de tentação e de encontro com Deus) e sente a solidariedade da Terra. Como aconteceu com textos do Antigo Testamento, houve posteriormente uma releitura de Ap 12, dando-lhe uma conotação mariana. Ela se apóia no fato de Maria ser a mulher e mãe do messias. Nas comunidades cristãs do século IV nasce assim a intuição de que ela participa, de forma singular, da glorificação que será concedida a todos os seguidores de Jesus.

O perfil bíblico de Maria é fundamental para elaborar uma mariologia consistente, equilibrada e centrada em Jesus. A partir dele, corrige-se os exageros do devocionismo e do maximalismo mariano.

Pe. Julio Caprani (impk).

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