JESUS TE CONVIDA A PASSAR UMA HORA ESPECIAL COM ELE

Para ter uma vigília de oração constante diante do Santíssimo, precisamos assegurar-nos que em cada hora haja adoradores.

Para tanto, é necessário que cada pessoa se comprometa a tomar uma determinada hora.

Desta forma, podemos organizar todas as horas da noite, de modo que sempre haja alguém com Jesus.

A sua fé na presença de Jesus lhe ajudará a crer com convicção.

Torne-se você também um adorador (a). Faça uma experiência diante de JESUS EUCARÍSTICO

“VINDE A MIM VÓS QUE ESTAIS CANSADOS E SOBRECARREGADOS, EU VOS ALIVIAREI” (Mt 11,28).

ALEGRAI-VOS, ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS.

VINDE TODOS E ADOREMOS AO SALVADOR, JESUS SE FAZ PRESENTE NA SAGRADA EUCARISTIA, NÃO PERCA A OPORTUNIDADE DE ESTAR JUNTO A ELE. SEJA VOCÊ TAMBÉM UM ADORADOR DE JESUS CRISTO.

“A EUCARISTIA É O REMÉDIO DA IMORTALIDADE, O ANTÍDOTO CONTRA A MORTE” (Santo Inácio de Antioquia).




“A EUCARISTIA CONSISTE DE DUAS REALIDADES, A TERRENA E A CELESTE. POIS O PÃO QUE É TIRADO DA TERRA, NÃO É MAIS PÃO COMUM, UMA VEZ QUE ELE RECEBEU A INVOCAÇÃO DE DEUS E NÃO SE CORROMPE. PORTANTO, TAMBÉM NOSSOS CORPOS, QUANDO RECEBEM A EUCARISTIA, NÃO SÃO MAIS PASSÍVEIS DE CORRUPÇÃO, MAS POSSUEM A ESPERANÇA DA RESSURREIÇÃO PARA A ETERNIDADE”. (Santo Irineu, sec.II).
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segunda-feira, 17 de maio de 2010

EUCARISTIA: MISTÉRIO DE CRISTO VIVO E ATUANTE NA IGREJA.


A Igreja nos convida amar e adorar Jesus na eucaristia. Podemos fazê-lo comungando o
seu corpo e o seu sangue nas celebrações das missas que participamos e dedicando algum tempo
diante do tabernáculo das nossas igrejas.

Por meio da santa comunhão e da adoração ao Santíssimo Sacramento aprendemos a arte
de sermos testemunhas do grande amor de Deus por todos os homens.

Também da eucaristia podemos tirar coragem para sermos autênticos discípulos e missionários de Cristo. Para isso basta buscar o essencial desse mistério, ou seja, buscar força para sermos também alimento, ou melhor, sermos o pão repartido que sacia a “fome”do mundo.

Ao adorarmos Jesus no Sacramento do altar e quando o acolhemos no coração por meio da comunhão das sagradas espécies, estamos anunciando essa verdade de fé, a sua imensa
riqueza e o significado profundo desse grande dom confiado por Jesus Cristo à Igreja.


Prática da Adoração Eucarística

“A minha vida é um instante, uma hora que passa, é um momento que rapidamente escapa de minhas mãos e se vai. Tu sabes, meu Deus, que para amar-te aqui na terra não tenho outro momento a não ser o dia de hoje” (Santa Teresa de Lisieux)

A experiência de oração da Igreja apresenta a adoração eucarística como um prolongamento visível da Santa Missa, a qual, em si mesma, é o maior ato de adoração. Ao recebermos a Eucaristia nos colocamos em atitude de adoração diante daquele que comungamos; em acréscimo, o ato de adorar Jesus fora da santa missa, prolonga e intensifica aquilo que se faz na própria celebração eucarística. A presença de Cristo vivo se revela no dom eucarístico comunicando a própria vida divina. A Igreja acolhe, celebra e adora este dom, com fiel obediência. Por isso, pode-se dizer a respeito da eucaristia: “Não ponhas em dúvida se é ou não verdade, aceita com fé as palavras do Senhor, porque ele, que é Verdade, não mente” (São Cirilo)


Momento de Comunhão com Deus

“É o próprio Cristo que prepara para os fiéis a mesa da Palavra e do Pão da Vida”(João Paulo II)

Jesus, na última Ceia, celebrada com os discípulos, instituiu a eucaristia. Ao celebrá-la a Igreja renova o sacrifício de Cristo, a sua páscoa eucarística. Para celebrar Jesus serviu-se dos elementos fundamentais: do pão e do vinho que pelo seu poder se tornaram, naquela ceia, o seu corpo e o seu sangue. Fiel ao mandamento, a Igreja, e nela cada um de nós, há mais de dois mil anos, celebra a eucaristia.

Todos os que participam da santa missa entram em comunhão ao receberem na forma do pão e do vinho o verdadeiro corpo e sangue de Cristo. A nossa oração diante da presença real de Cristo, tanto durante a celebração da missa como na adoração ao Santíssimo, nos proporciona a confiança de que Jesus realiza a promessa de que está com os homens e mulheres de todos os tempos (cf. Mt 28,20).

Momento de encontro, conhecimento e partilha

“Não se pode descobrir só pelos sentidos, mas sim com fé, baseada na autoridade de Deus”
(São Tomás de Aquino)

A eucaristia é o sacramento da unidade e da missão. A Igreja vive a eucaristia, pois ela vive Jesus Cristo e de todo bem de Deus que por Jesus é oferecido ao mundo. Quando, na celebração eucarística ou na adoração ao Santíssimo, nos colocamos em atitude de comunhão com Jesus somos chamados a sermos seus discípulos e seguidores. E assim, nos unimos a cada cristão, inclusive àqueles que raramente, ou nunca frequentam, uma celebração da eucaristia. Por isso, temos que estar preparados para esse momento especial de encontro, de conhecimento e de partilha com Deus. Quando se está diante de Jesus Eucarístico pode-se recuperar o sentido desse gesto com o nosso testemunho de fé no encontro alegre com Jesus Cristo.


Luz para a sua Igreja

“Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, não anda nas trevas, mas terá a luz da vida.” (Jo 8,12)

Tanto na comunhão eucarística como na adoração, Cristo, por sua graça, toma a iniciativa de aproximação e de encontro com a pessoa que O procura. Nessa comunhão, estabelece-se uma íntima relação entre dois seres que se amam: o verdadeiro amor acolhe o seu amado, e este deixa-se acolher por Ele. O adorador experimenta “quanto é bom o Senhor” e é convidado a ser missionário no mundo para ajudar os irmãos, que desejam “ver Jesus” e encontrar nele o caminho, a verdade e a vida.

É pela eucaristia que Cristo cumpre a promessa de ser luz para a sua Igreja que avança nos caminhos da história. A presença de Cristo ilumina os passos de quem o segue e se deixam fortalecer pela eucaristia.

Everenice Schiavon Ara
Santuário de Adoração Perpétua

Paróquia Santíssima Virgem

A Boa Notícia - Maio de 2010.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

EUCARISTIA: EIS O MISTÉRIO DA NOSSA FÉ

A fé da Igreja é essencialmente fé eucarística e alimenta-se, de modo particular, à mesa da eucaristia. A fé e os sacramentos são dois aspectos complementares da vida eclesial. Suscitada
pelo anúncio da palavra de Deus, a fé é alimentada e cresce no encontro com a graça do Senhor ressuscitado, que se realiza nos sacramentos. Por isso, o sacramento do altar está sempre no
centro da vida eclesial. Quanto mais viva for a fé eucarística no povo de Deus, tanto mais profunda será a sua participação na vida eclesial por meio duma adesão convicta à missão que Cristo confiou aos seus discípulos (Sacramentum caritatis).

São Maximiliano Kolbe, fundador da Milícia da Imaculada, nos diz em um dos seus escritos que nunca poderemos compreender absoluta e inteiramente com a nossa razão os mistérios da fé.

De fato, completa Padre Kolbe, até a mais refinada inteligência será sempre finita e, exatamente por isso, incapaz de compreender o infinito.

Portanto, o homem é incapaz de explicar, mesmo usando de todos os seus conhecimentos científicos, pela sua inteligência e pela sua razão, o que é inexplicável, principalmente nas questões de fé.

Dessa forma, torna-se muito difícil responder à pergunta: como é que um Deus infinito pode tornar-se alimento que dá força e santifica a vida do próprio homem? Se usarmos a nossa inteligência não encontraremos resposta alguma a esse e a muitos outros questionamentos relativos à fé.

Então, quem poderá ajudar a responder essas questões que tanto inquietam o coração do ser humano? Novamente recorremos aos ensinamentos de Padre Kolbe que nos diz: somente o próprio Deus, cuja inteligência é infinita, é capaz de penetrar em todas as verdades e dar resposta a todos os nossos questionamentos.

Como na fé tudo torna-se mistério, mesmo que fôssemos muito mais sábios nunca poderíamos compreender os desígnios de Deus nem conhecer o que Ele é capaz de fazer por nós, cada um de nós.

Na verdade, podemos conhecer somente aquilo que Deus deseja nos revelar. Dessa forma, o pão, alimento que se fez carne, e o vinho, bebida que se fez sangue, ou seja, a eucaristia é um dom que somente Deus pode revelar aos que o amam de verdade.

SACRAMENTO DE FÉ

A liturgia da Igreja encontra seu centro e sua expressão na celebração da eucaristia. Fiel ao que Jesus nos pediu, na última ceia, a Igreja continua fazendo memória, até a sua volta gloriosa, do que Ele fez na véspera da sua paixão: Ele tomou o pão e o cálice de vinho, os abençoou e os transformou misteriosamente no seu corpo e no seu sangue. Os sinais do pão e do vinho continuam a significar a bondade da criação. No sacramento da comunhão nos unimos a Cristo e nos tornamos participantes de seu corpo e de seu sangue para formarmos com Ele um só corpo.

Por meio da santa comunhão, Deus vem socorrer a nossa fraqueza, pois nenhum homem é capaz de realizar o que planeja somente com a sua própria força. É por meio do sacramento da eucaristia que somos santificados e edificados e prestamos um culto agradável a Deus. Por essa razão, devemos dar uma grande importância à santa eucaristia, pois, acolhendo-a na fé, acolhemos ao próprio Deus.

A nossa maneira rotineira e muitas vezes descuidada de receber a comunhão, ou mesmo de nos colocarmos diante do Santíssimo Sacramento, nos impede de compreendermos um Deus que deseja amar e ser amado, acolher e ser acolhido, e, assim, produzir no coração do homem frutos inesgotáveis de esperança e de caridade.

CELEBRAR E ADORAR

A eucaristia constitui o momento culminante de toda celebração, momento em que nos encontramos com Jesus. Na celebração eucarística alguns se sentem chamados e convidados a serem ministros no altar, outros a amarem os pobres e os fracos, outros a viverem o amor na realidade e nos gestos
de cada dia, outros, ainda, a contemplarem a beleza e a profundidade desse mistério. Portanto, para descobrir o que Deus pede a cada um é preciso ir ao seu encontro. Pois, tanto nas celebrações das santas missas como na adoração eucarística, Jesus espera ansiosamente por aquele que deseja
amá-lo e adorá-lo, especialmente pelos que se sentem necessitados de confiança e de amor.

Na liturgia da missa ou por meio da adoração eucarística, exprimimos a nossa fé em Cristo. A
partir daí, inicia-se uma linda história de amor entre Deus e o homem. Ao comungar, contemplar e adorar a eucaristia cria-se um momento especial e oportuno para se estar em intimidade com o Senhor, um encontro entre a criatura e o Criador.

...graças à eucaristia, a Igreja renasce sempre de novo.
Papa Bento XVI

Everenice Schiavon Ara
Paróquia Santíssima Virgem

A Boa Notícia - Abril de 2010.

segunda-feira, 8 de março de 2010

EUCARISTIA: COMUNHÃO ENTRE O CRIADOR E A CRIATURA.


Se perguntássemos a Santa Tereza do Menino Jesus o que é para ela a oração, ela nos responderia: "Para mim, a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria".
Muitas pessoas também fazem perguntas do tipo: Como rezar diante de Jesus Eucarístico? É impossível aprender a rezar somente lendo livros a respeito de oração, sem dedicar um tempo a ela. Por meio de uma humilde atitude de escuta é possível colocar-se na presença do Senhor e ouvir o que Ele nos diz.

Adoração, um jeito especial de rezar.

"Devemos estar na presença de Jesus Sacramentado, como os santos no céu, diante da essência divina." (SANTA TEREZA DE ÁVILA).

Podemos definir a oração como um "relacionamento pessoal e consciente com Deus". Ou seja, ao rezarmos mantemos uma relação íntima com Deus por iniciativa e vontade nossa e do próprio Deus.
Sabemos, no entanto, que no mundo globalizado e agitado em que vivemos falta tempo para as coisas mais importantes da nossa vida: a família, os amigos, os momentos de oração e contemplação de Deus.
Dessa forma, o homem deve se esforçar ao máximo para resgatar os momentos de oração, adoração e contemplação. Para isso deve sair da agitação diária e recolher-se para, livremente, entregar-se ao amor de Deus.

Adorar é rezar com humildade.

"Eu que sempre peco, preciso sempre do remédio ao meu alcance”. (SANTO AMBRÓSIO).

A oração é a elevação da alma até o Criador. Ela é sempre um dom, pois é Deus que se faz presente e vem ao encontro do homem. A oração é, portanto, uma relação viva, pessoal e bilateral com Deus.
Embora seja Deus o primeiro a atrair a pessoa a um encontro com Ele na oração, essa relação de amor, entre o divino e a criatura, somente acontecerá se houver no homem um coração que transborda humildade, pois ser humilde é o fundamento principal da nossa comunhão com Deus.
Um coração humilde e que reza diante de Jesus Eucarístico tem a oportunidade de conhecer quem não é teoria, mas é a própria pessoa do Cristo.
Por esse motivo, quando nos colocamos em atitude de adoradores diante de Cristo, reconhecemos que somos criados por Deus. Esse gesto exalta a sua grandeza e a sua onipotência diante da nossa humildade e da nossa pequenez.

Adorar é estar em relação com Deus.

"... Que eu não te deixe jamais só, mas que eu esteja ali, toda inteira, completamente vigilante na minha fé, toda adoradora, toda entregue à tua ação criadora" (BEM-AVENTURADA ELISABETE DA TRINDADE).
Se nos lançarmos sem medo no mistério de Deus, rezando, adorando e contemplando-o, saberemos bem quem Ele é. Nesse conhecimento, que se aprende de "joelhos" diante de Jesus presente na santa eucaristia, descobre-se a plena manifestação do imenso amor de Deus pelas criaturas que dele se aproximam.
E é exatamente nesse lugar, diante do Santíssimo Sacramento, que se formam os novos e grandes discípulos e amigos de Deus, pois toda a experiência de oração diante da eucaristia acaba em testemunho de vida. Esse testemunho grita ao mundo com o coração repleto de alegria: Jesus Cristo nos ama e vive entre nós.
Dessa forma, Deus se apresenta na eucaristia tocando o profundo do nosso coração e se revelando na beira do poço da nossa vida, lugar onde, assim como a mulher samaritana, procuramos água para saciar a nossa sede. É na eucaristia que Cristo se revela e vem ao nosso encontro.
Podemos dizer que a oração diante de Jesus Sacramentado não é uma fuga do mundo, mas sim o desejo de escutar a palavra de Deus. Nessa relação de amor está um coração que agradece, um coração que ama, que suplica e aguarda a intervenção de Deus.

Adoração: Momento especial de escuta.

"Deu-se todo não reservando nada para si" (SÃO JOÃO CRISÓSTOMO).

Quando rezamos diante do Santíssimo Sacramento devemos estar atentos ao que Deus nos quer comunicar. A narrativa de Jesus com os dois discípulos de Emaús pode nos ajudar a focalizar o mistério eucarístico.
Nessa passagem, Cristo se faz mistério de luz e unidade, de palavra e de pão.
Suas palavras fazem "arder" os corações dos discípulos e os tiram da escuridão, da tristeza e do desespero. Os discípulos de Emaús convidaram Jesus para ficar com eles. Jesus aceitou o convite, sentou-se à mesa, rezou e partilhou o pão.
É muito significativo para nós que os discípulos de Emaús o tenham reconhecido no gesto simples da fração do pão, pois é através de sinais que o mistério de Deus, de algum modo, se abre aos nossos olhos.
Dessa forma, ao nos colocarmos de joelhos num silêncio respeitoso diante de Jesus Eucarístico, o nosso coração fica repleto de paz, alegria e confiança. Pois é através desse gesto que as nossas súplicas serão ouvidas.
A eucaristia é, portanto, um dom! Ela exprime a relação de comunhão entre o Criador e a sua criatura.

Everenice Schiavon Ara
Paróquia Santíssima Virgem

A Boa Notícia - Março de 2010.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

EUCARISTIA: DOM QUE FAZ O HOMEM ENTRAR EM SINTONIA COM DEUS


Deus, infinitamente perfeito, criou o homem e o fez participar da sua vida. Ele o criou a sua própria imagem e semelhança e, por amor, desejou estar muito próximo de sua criatura. Dessa forma, enviou o seu Filho único, que se encarnou no seio de uma criatura muito especial, a Virgem Maria, e se fez homem entre os homens.

A humanidade também deseja estar muito próxima do seu Criador. No entanto, quando o homem nas suas buscas e incertezas procura reconhecer a Deus somente por meio da razão, encontra muitas dificuldades, pois não é capaz de explicar o que é inexplicável, nem entrar na intimidade do Divino.

Somente pela fé é que Deus se revela àqueles que O buscam. É através da fé que o homem é capaz de entrar em sintonia com o Divino e reconhecê-lo no rosto de uma criança e na Eucaristia.

Eucaristia, Mistério de Fé

“Tu és grande, Senhor, e muito digno de louvor (...). Tu nos fizeste para ti e o nosso coração não descansa enquanto não repousar em ti”. (Santo Agostinho)

O homem, pela graça de Deus e por sua própria natureza e vocação, é capaz de entrar em comunhão com Jesus Cristo por meio da Eucaristia. Todos os que vivem este mistério, testemunham maravilhados a fé diante do Pão e do Vinho, que se transformam em Corpo e Sangue de Jesus. Deus dá a todo homem a possibilidade de penetrar profundamente nesse mistério de fé, tornando-o sublime, essencial e vital para a sua própria vida.

Dessa forma, Jesus Cristo presente verdadeiramente na Eucaristia com o seu Corpo e o seu Sangue, revela a sua alma e a sua divindade e, nas espécies Eucarísticas do pão e do vinho, torna-se presente por inteiro: como Deus e como homem. A cada homem Deus oferece-se como um dom, especialmente aos que possuem um coração aberto e ansioso por acolher este mistério de fé.

Certos que por meio da Santa Eucaristia e pela ação do Espírito Santo, Deus se revela a todo aquele que o deseja, pensemos nas palavras de São Tomás de Aquino, que nos ajuda a compreender esse grandioso mistério do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo: “Nada vês nem compreendes, mas te afirma a fé mais viva, para além das leis da Terra. Sob espécies diferentes, que não passam de sinais, é que está o dom de Deus”.

Eucaristia, Fonte de Unidade

“A Igreja e o mundo precisam do culto eucarístico. Jesus nos espera neste sacramento do amor. Não percamos tempo para ir encontrá-lo na adoração, na contemplação cheia de fé e aberta a reparar as faltas graves e os delitos do mundo. Que a nossa adoração nunca cesse!”
(João Paulo II)

O saudoso Papa João Paulo II, na sua Carta Encíclica “Ecclesia de Eucharistia”, lembra-nos que “a Igreja vive da Eucaristia”. O Senhor ressuscitado, por meio do seu Espírito, alimenta e sustenta sua Igreja com o sacramento do seu Corpo e do seu Sangue.

Receber a Eucaristia, contemplá-la e adorá-la é tarefa de toda a Igreja unida entre si pelos vínculos da caridade fraterna e da unidade na fé. É dessa forma que a Igreja encontra o seu centro vital, pois a Eucaristia é o ápice de toda vida cristã. Por meio dela Cristo se faz presente na vida do ser humano de todos os tempos, épocas e lugares.

Na certeza que há uma profunda comunhão da vida divina com a humanidade e uma intensa unidade que se alicerça por meio da Eucaristia, testemunhamos que o sacramento Eucarístico renova a entrega e o sacrifício de Cristo, que uni-se ao sacrifício da humanidade. Por sua vez, homens e mulheres do mundo todo devem oferecer a Deus como gratidão o dom da própria vida, o louvor, o seu sofrimento, as suas preces, e os frutos do seu trabalho. Essas ofertas tornam-se muito agradáveis a Deus e adquirem, diante do altar, um grandioso valor, pois são ofertas generosas dadas com amor.

Eucaristia, Mistério da Presença Real de Cristo
Na eucaristia nós partimos “o único pão que é remédio de imortalidade, antídoto para não morrer, mas para viver em Jesus Cristo para sempre”.(Santo Inácio de Antioquia)

É questão de fé crer que sob as espécies Eucarísticas do Pão e do Vinho Jesus encontra-se aí presente de forma real. Ao comungarmos e adorarmos a Eucaristia, Cristo se revela por inteiro e não apenas uma parte dele.

Dessa forma, tanto na comunhão das partículas consagradas, assim como na Adoração Eucarística, temos a certeza de que estamos diante do Cristo vivo e verdadeiro.
Então, a Eucaristia, mistério da presença real de Cristo, passa a ser o amor encarnado do Pai entre nós. Por meio da santa Eucaristia podemos fazer memória de Cristo na sua paixão, morte e ressurreição, vivendo misteriosamente as três dimensões do tempo: o passado, o presente e o futuro.

Nesse instante sublime recordemos também o que Jesus realizou em nosso benefício quando, aos pés da cruz, confiou a sua mãe o discípulo amado, e nele, cada um de nós.
Portanto, receber o Corpo e Sangue de Jesus na Eucaristia ou Adorá-lo diante do ostensório devem constituir para quem crê um momento especial de intimidade, alegria, partilha e oferta da própria vida.

A adoração ao Santíssimo Sacramento pode nos levar a uma profunda intimidade com o Senhor. Podemos dizer que quando experimentamos a graça da Eucaristia, há uma sensação de união com Deus sem intermediários que nos faz capazes de ouvir a sua voz que nos diz: “Eis aí a tua mãe!”. E nessa sensação de intimidade, com os olhos fixos em Cristo, desejamos levar no nosso coração, como discípulos muito amados, Maria, reconhecendo que ela é capaz de nos levar à presença viva de seu Filho no Santíssimo Sacramento do Altar.

Eucaristia, Fonte de Conhecimento da Verdade
“ (...) Deus, nosso Salvador, deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4).

Portanto, podemos afirmar que Deus deseja iluminar o homem com a sua revelação: na Eucaristia Deus se faz alimento, que sacia a fome espiritual e a nossa necessidade de compreensão.

Por isso é que Cristo deve ser amado, adorado e anunciado a todos os homens da Terra. Esta é a missão a que Deus nos convida!

Everenice Schiavon Ara
Paróquia Santíssima Virgem

A Boa Notícia - Fevereiro de 2010

EUCARISTIA: MISTÉRIO DE COMUNHÃO E FÉ.


Quando se reza no silêncio fala-se com Deus. Dessa forma, para escutá-lo é necessário silenciar. O silêncio fecunda a vida, levando o homem a aceitar a vontade do Pai, mesmo nas situações dolorosas. Rezar no silêncio da contemplação cria no coração de quem reza um clima propício para uma experiência real com Deus, fazendo reconhecer, no coração de quem reza, que a Eucaristia é verdadeiramente sinal misterioso e real de Deus.

O Ato de Adorar a Deus

“Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a Ele prestará culto.” (Lucas 4,8)

A adoração é o primeiro ato de virtude da religião. Adorar a Deus é reconhecê-lo como Deus Criador e Salvador, como o Senhor e o Dono de tudo o que existe, como o Amor infinito e misericordioso.

Adorar o Criador é, no respeito e na submissão absoluta, reconhecer o “nada da criatura”, entendendo que a nossa existência depende somente de Deus.

No ato de adorar a Deus vivemos o Magnificat de Maria. Isso significa que nos maravilhamos, louvamos, exaltamos e somos humildes como ela foi diante do mistério do Criador. Também, como Maria, confessamos que somente Ele é capaz de fazer grandes coisas e que seu nome é Santo (cf. Lc 1,46-49).

Portanto, para adorar ao Senhor é preciso sentir-se livre das coisas que nos escravizam: o pecado, o medo, a insegurança e a idolatria do mundo. É preciso deixar-se consumir pela Eucaristia e pelo Santíssimo Sacramento exposto no ostensório. Da mesma forma, sentir que a Vontade, o Amor e a Misericórdia de Deus penetram no íntimo do nosso ser, como um raio de luz que entra pela janela que está aberta. Que a Eucaristia é um mistério de fé e que ultrapassa a nossa inteligência e nos convida a nos abandonar em Deus.

Na escola de Maria aprendemos o que significa abandonar-se aos projetos de Deus, pois, ninguém melhor do que ela viveu a entrega total de sua vida a Ele.

A mãe de Jesus, com a solicitude materna manifestada nas bodas de Caná, nos pede: “Não hesiteis, confiai na Palavra do meu Filho. Se Ele pôde mudar a água em vinho, também é capaz de fazer do pão e do vinho o Seu Corpo e o Seu Sangue, entregando aos que crêem neste mistério o memorial vivo da Páscoa, e tornando-se o pão da vida.

Portanto, se desejamos nos encontrar com Cristo na Santa Eucaristia e, vê-lo como o Pão do caminho, o Vinho da alegria e o Bálsamo da dor temos que aprender com Maria Santíssima, a Mulher “Eucarística”, o grande milagre: “Pegue e coma...este é o meu Corpo”; “Pegue e beba...este é o meu sangue”.

Dessa forma, estar diante do mistério insondável da Eucaristia significa deixar-se levar nas mãos de Deus e, diante da lógica Divina, tão diversa da humana, entregar o nosso coração para que Ele mesmo decifre os nossos pensamentos e sentimentos.

Certamente, foi dessa forma, que Maria respondeu com o seu “sim” incondicional. Ela exaltou a Deus, e ofereceu a Ele toda a sua vida, a sua vocação, o seu dom e a sua responsabilidade diante dos homens e do próprio Deus. Maria exaltou a Deus cantado o Magnificat.


Mistério Eucarístico

“Entre as sombras deste mundo que passa, a Eucaristia anuncia a alegria da vida eterna” (Papa João Paulo II)

Contemplando a última ceia, que Jesus celebrou com os seus discípulos, lembramos que nós ao celebramos a Eucaristia fazemos “memória” da vida, da morte e da ressurreição de Jesus. A Eucaristia, porém, não é apenas lembrança de um acontecimento do passado, mas “presença real”, sacramental, de Cristo no nosso meio.

No discurso do pão da vida, Jesus disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.(Jo 6,35). Disse também, “Quem come minha carne e bebe meu sangue tem vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6,54) e “Quem come este pão viverá para sempre” (Jo 6,58).

As palavras de Jesus não são fáceis de se entender, porém, se recebermos a sua Palavra com o coração aberto reavivaremos em nós a chama do Amor de Deus e seremos capazes de romper as barreiras que nos separam dele.

Por isso ao recebermos a Eucaristia nos tornamos íntimos de Jesus. Ele restaura as nossas forças físicas e espirituais, fortalece a caridade e aprofunda a nossa união com a Igreja. Além disso, a Eucaristia alimenta a nossa fé e a nossa esperança, não apenas na vida eterna, mas também nesta vida.

Sendo a Eucaristia o memorial da morte de Cristo e a presença atual do Senhor ressuscitado podemos encontrá-lo também vivo e presente no Sacramento do altar, onde podemos honrá-lo com o culto de adoração.

Dessa forma, visitar o Senhor no Santíssimo sacramento é prova de gratidão, sinal de amor, e dever de cada fiel.

Para melhor entendermos esse ato sublime de amor faremos um pequeno itinerário de Adoração a Cristo presente na Eucaristia.

Everenice Schiavon Ara
Paróquia Santíssima Virgem

A Boa Notícia - Janeiro de 2010.

domingo, 31 de janeiro de 2010

EUCARISTIA SACRAMENTO DA VIDA.

“Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”. “Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida”. “Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6, 54-56).

Depois de ouvirem as palavras de Jesus, seus discípulos murmuravam: “Essa palavra é dura! Quem pode escutá-lo”? (Jo 6,60).

O que é de se admirar é que foi justamente os que o seguiam que disseram isso, não foram os escribas, os fariseus ou os doutores da lei, mas os que foram escolhidos pelo próprio Jesus.

Após Jesus pronunciar estas palavras, “muitos dos seus discípulos se retiraram e deixaram de andar com Ele” (Jo 6,66).
Quantos ainda hoje não dão à devida importância por estas palavras? Que sua carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Se por acaso suas palavras não tinham este significado, Ele com certeza os teriam chamado de volta e explicado que se tratava de uma linguagem simbólica, porém, suas palavras foram claras.

Os que se afastaram não tiveram paciência de esperar, e de presenciar o grande momento em que Jesus lhes daria o seu corpo e sangue em forma de pão e vinho, pois foi isso que Ele realizou na última ceia.

Voltando aos doze, Jesus perguntou-lhes: “E vós não quereis partir?” (Jo 6,67). Foi quando Pedro respondeu-lhe: “Tu tens palavras de vida eterna” (Jo 6,68).

Pedro e seus apóstolos permaneceram com Jesus. E nós também, pois como eles, acreditamos nas palavras que foram ditas por Jesus.

O primeiro anuncio da Eucaristia dividiu os discípulos. A Eucaristia e a Cruz são pedras de tropeço. “Vós também quereis ir embora”? Esta pergunta do senhor ressoa através dos séculos como convite de seu amor, a descobrir que só Ele tem as palavras de vida eterna.

A Eucaristia foi instituída para ser elo de união entre nós. É preciso celebrar na Eucaristia a união dos cristãos.
Na crucificação de Jesus, os soldados não ousaram retalhar a sua túnica, porque era sem costura. Diferentemente hoje em dia, os homens insistem em retalhar sua túnica em milhares de pedaços, dividindo-se constantemente.

É por isso que a Eucaristia é chamada de o “sacramento da unidade”. Quando comungamos entramos em comunhão: todos juntos somos um em Cristo. Toda vez em que houver uma celebração Eucarística, estaremos nos unindo a Cristo e a sua igreja como um todo.

São Lucas nos narra em seu evangelho, de como os discípulos de Emaús reconheceram Jesus após a sua ressurreição. Após caminhar com os discípulos e explicar-lhes as escrituras, Jesus ficou com os discípulos a convite deles, “Fica conosco, pois a tarde está caindo e o dia já começa a declinar”. “Quando se pôs a mesa com eles, tomou o pão, pronunciou a bênção, partiu-lhes e lhes deu”. Assim que os discípulos reconheceram Jesus, Ele se fez invisível, mas permaneceu na presença deles através da Eucaristia. Foi uma caminhada maravilhosa, onde Jesus foi curando o coração e a fé desses discípulos.

O próprio evangelho testemunha: “... eles os haviam reconhecido na FRAÇÃO DO PÃO” (Lc 24,35).

Jesus nos alerta para não empenhar-mos pelo alimento perecível, “... mas pelo alimento que permanece para a vida eterna, o qual o Filho do Homem vos dará, pois foi a Ele que o Pai, que é Deus mesmo, marcou com o seu selo” (Jo 6,27).

Foi exatamente isto o que ocorreu durante a Última Ceia, na Quinta-feira Santa: A INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA.

“Este é o meu corpo”. - Eis a Presença real de Jesus.

“Tomai e comei!”. - Eis a comunhão entre todos nós.

“Fazei isso, em memória de mim!” – Eis a Santa Missa.

Viva cada instante da Santa Missa com muita intensidade, principalmente no momento da consagração. Olhe para a Hóstia consagrada com muito amor e carinho, pois é o próprio Jesus que está ali. Não o enxergamos porque nossos sentidos não conseguem captar um corpo ressuscitado, mas Ele esta.

“Se a Eucaristia é o memorial da Páscoa do Senhor, se por nossa comunhão ao altar somos repletos de todas as graças e bênçãos do céu, a Eucaristia é também a antecipação da glória celeste”. (Catecismo da Igreja Católica, n.1402).


Pense bem nisso, se você por algum motivo estiver afastado da Eucaristia, saiba que Jesus o está esperando de braços abertos.